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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Altos e baixos - Diário da Artista


Assisti hoje um vídeo emocionante de uma médica que relatou a sua experiencia ao passar uma temporada em Moçambique, ela se emocionou ao dizer como se sentiu especial em ajudar outras pessoas, e como foi bom perceber como isso fazia diferença também em sua vida. Foi realmente uma troca.

Respirei fundo, senti vergonha e admiti o quando podemos nos fazer frágeis, quando a nossa fé está fragilizada. Pensei nesta semana que deveria desistir do que venho tentando a tanto tempo fazer, sim eu sou mega fraca e falha muitas vezes. Falei pra mim, que isso de escrever para as mulheres sobre o fortalecimento da nossa força é bobagem, e também pensei que sou pequena demais pra fazer o barulho que esta assunto realmente precisa.
Desisti por alguns momentos da publicação do meu livro sobre o tema que mais falo na minha vida.  Pensei que deveria me preocupar apenas com o meu trabalho convencional, e que essas coisas de fazer a diferença para o mundo era coisa da minha cabeça sonhadora, e que eu jamais conseguiria o que quero. 

Meu coração chorou, inicialmente fiquei triste porque fazer isso é desistir de algo que amo muito, mas sei que posso viver sem, todos podemos viver sem algo que gostamos. Mas eu sei que não seria feliz, nunca saberia o que é chegar perto de me realizar por parte do que realmente amo, e tive certeza de que nunca mais acreditaria em mim novamente. 

Então algumas situações aconteceram no decorrer dos últimos dias. 
Talvez eu estivesse sensível demais e perceptível a tudo, ou talvez fosse o Universo dizendo pra eu deixar de ser mole! :P 

Lembrei dos meus alunos, das crianças que dizem que ter forças para fazer intervenções depois de me ouvirem falar. Amigas empoderadas me falando que enxerga nos meus textos e atitudes que é possível mudanças acontecerem no dia a dia, além de amigos que, sem saber das minhas aflições simplesmente se ofereceram a me ajudar em situações realmente importantes.
 Logo, eu seria covarde se deixasse essa onda de desanimo me derrubar.

 Então hoje ouvi o relato dessa mulher, creio que sirva pra deixar isso de desistir pra lá de uma vez, talvez esta escrita seja um relato importante para deixar registrado que pessoas vitoriosas também fraquejam, e resistem até conseguir o que desejam, ou até chegar bem perto, já que o fim não existe quando o seu objetivo é fazer o bem. 
No final do que assisti no vídeo, a médica faz uma menção a uma citação do Padre Francisco (que amo e admiro de verdade), e achei o máximo. 
Dividirei aqui com vocês, crente que serei mais uma flor no jardim, que não exala seu perfume para si, mas para o mundo, e assim seguirei, pois sem isso nem flor eu seria.  


Para Hoje: Papa Francisco, e sua sabedoria são presentes do Universo. 

Texto: Grazy Nazario.

"Os rios não bebem sua própria água; as arvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza (...) A vida é boa quando você esta feliz, mas é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa."

Papa Francisco. 


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Perderam a batalha, a guerra continua! - Seleção Feminina de Futebol

A tristeza me pegou.

Eu não assisti o jogo do futebol feminino, estava no trabalho e preocupada de certa forma com o resultado. As informações chegaram em tempo real no watssap, estavam todos espertos e aflitos. Não me deixaram perder o lance, ou os lances.

Foi ruim acompanhar a derrota de um sonho tão bonito, e de uma luta tão intensa. Pior ainda saber que o time do Brasil tinha melhores condições técnicas, de conjunto e que criaram muito mais chances de gol que as suecas. Eu sou fã de futebol, e é muito triste ver uma grande seleção derrotada.

Engoli seco ao ver o resultado, a sensação ruim de derrota me dominou, senti um gosto amargo, respirei fundo pra não ficar desolada em um momento inoportuno, se é que posso falar assim.
A minha amiga me disse que era só um jogo e que alguém perderia. Sim, eu sei que ela tem razão, é só um jogo, mas na verdade esta além disso.

As meninas do Brasil é o meu sonho de infância, alias, um deles.
Jogar futebol, dito "coisa de menino" é um simbolo importante a ser quebrado pelas mulheres, é um espaço visto como inalcançável. Esta seleção, e o esporte mesmo mal remunerado e sem o reconhecimento merecido é uma grande conquista, é como se fosse possível ser realmente livre em pensamentos, ideias, e ao fazer escolhas... E sim podemos!

A derrota foi frustante, mas nada é pior que não ter voz nem direitos. Ruim seria não competir como era à pouco tempo atras. Ruim seria não ter conhecido Marta, Barbara, ou Cristiane... 
E todas as outras que compõe este time. 
Insuportável seria não ter mulheres no esporte, não desenhar o nosso estilo, não descobrir como é ser aquilo que nunca fomos. 

Meninas da seleção do Brasil, foi e sempre será um prazer torcer por vocês. 
No campo assistir um show de união, companheirismo e amor ao Brasil e ao esporte.

Vocês estão escrevendo a história do nosso futebol ainda tão recente, 
a história do FUTEBOL DE MULHERES!

Após alguns lamentos, e depois de algumas analises me acalmei, já que não tenho outra saída. kkkk

O pior de tudo isso é ouvir os comentários machistas, a incoerência e desrespeito quanto as profissionais, e as mulheres em geral.
 Eles não sabem nada, e o medo de "perder" espaço os apavoram.
Esta é só mais uma batalha de dentro e fora do campo, que travamos a cada dia. 

Avaliei melhor a situação e entendi que... 

Quem não compete não ganha ou perde, não vive e não sonha, muito menos se emociona...
 Foi mesmo uma pena esta derrota, mas não é o fim do mundo, muito menos o fim da luta das mulheres em conquistar e garantir o direito de viver o que desejar, e de perder quando for inevitável. 


Para hoje: Levante a cabeça, não é o fim da luta, apenas o inicio dela.  





Texto: Grazy Nazario.